Dinheiro Público

Glossário de indicadores econômicos

Os termos que aparecem nas páginas de indicadores econômicos, definidos em uma ou duas frases, com a fonte de quem calcula cada série.

Selic meta e Selic efetiva
A meta é o número que o Copom anuncia a cada reunião e que vale até a reunião seguinte. A efetiva é a taxa média dos negócios com títulos públicos que realmente acontecem no dia, e fica sempre bem perto da meta. As páginas daqui usam a meta, porque é ela que entra em contrato e em simulação de financiamento.
Banco Central do Brasil — Copom
CDI
Taxa dos empréstimos de um dia entre bancos, divulgada em forma anualizada. Costuma andar um pouco abaixo da Selic meta e é a referência de quase todo CDB, fundo de renda fixa e LCI que promete "100% do CDI".
Banco Central do Brasil — Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS)
IPCA
Índice oficial de inflação do Brasil, calculado pelo IBGE a partir dos preços pagos por famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos em grandes regiões urbanas. É o índice da meta de inflação perseguida pelo Banco Central.
IBGE — Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo
INPC
Índice do IBGE que mede a inflação das famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos, com peso maior para alimentação e transporte. É o índice usado para corrigir benefícios do INSS acima do piso e muitos acordos salariais.
IBGE — Índice Nacional de Preços ao Consumidor
IGP-M
Índice Geral de Preços do Mercado, calculado pela Fundação Getulio Vargas entre o dia 21 de um mês e o dia 20 do seguinte. Mistura preços no atacado, ao consumidor e da construção, e por isso oscila muito mais que o IPCA. É o índice tradicional de reajuste de aluguel.
FGV IBRE — Índices Gerais de Preços
TR (Taxa Referencial)
Taxa calculada pelo Banco Central a partir dos juros das Letras do Tesouro Nacional, usada no rendimento da poupança e em financiamentos habitacionais antigos. Fica em zero sempre que a Selic está baixa, por causa de um redutor na fórmula.
Banco Central do Brasil — Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS)
PTAX
Cotação de referência de moeda estrangeira calculada pelo Banco Central a partir de consultas a bancos ao longo do dia, divulgada em taxa de compra e de venda. É a taxa que entra em contrato, em imposto e em balanço, e não o preço que a casa de câmbio cobra do turista.
Banco Central do Brasil — taxas de câmbio
Série temporal
Sequência de valores do mesmo indicador ao longo do tempo, cada um com a sua data. No SGS do Banco Central, cada série tem um número próprio, e é esse número que identifica a origem exata de cada valor mostrado aqui.
Banco Central do Brasil — Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS)
Ponto percentual e porcentagem
Quando uma taxa vai de 10% para 12%, ela subiu 2 pontos percentuais, mas aumentou 20% em relação ao que era. Confundir os dois é o erro mais comum ao ler notícia sobre juros e inflação.
Acumulado em 12 meses
Resultado de compor os doze índices mensais mais recentes, e não de somá-los. Serve para comparar com a meta de inflação e com reajustes anuais, e muda de mês para mês porque entra um mês novo e sai o mais antigo.
Rendimento da poupança
Com a Selic acima de 8,5% ao ano, a caderneta rende 0,5% ao mês mais a TR; com a Selic igual ou abaixo disso, rende 70% da Selic mais a TR. O rendimento só é creditado na data de aniversário do depósito, então resgate antes disso perde o mês inteiro.
Lei 8.177/1991 e Medida Provisória 567/2012
SGS (série do Banco Central)
Sistema público em que o Banco Central publica milhares de séries de juros, inflação, câmbio e crédito, com uma API aberta e sem necessidade de chave. Cada página daqui cita o número da série usada, para qualquer pessoa conferir o valor na origem.
Banco Central do Brasil — Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS)
Taxa ao ano e taxa no mês
Juros como a Selic e o CDI são publicados ao ano; índices de inflação como IPCA, INPC e IGP-M são publicados no mês. Transformar um no outro exige composição, não divisão por doze, e por isso não dá para comparar os dois números lado a lado sem converter antes.