Cota parlamentar 2026: gastos de deputados e senadores
A cota parlamentar (CEAP na Câmara, CEAPS no Senado) reembolsa despesas ligadas ao mandato, como passagens, combustível, aluguel de escritório no estado e divulgação. O valor mensal máximo varia por estado, porque inclui o custo de viajar até Brasília. Não é salário nem verba de gabinete (que paga os assessores).
Câmara em 2026
R$ 129,4 milhões
513 deputados em exercício, até 06/10/2026
Senado em 2026
R$ 22,2 milhões
81 senadores, até 06/10/2026
Câmara em 2025 (ano inteiro)
R$ 219,5 milhões
mesmos deputados
Para onde vai a cota da Câmara
| Tipo de despesa | Valor em 2026 | % |
|---|---|---|
| Divulgação da atividade parlamentar | R$ 47.962.284 | 37,1% |
| Locação ou fretamento de veículos automotores | R$ 31.212.505 | 24,1% |
| Manutenção de escritório de apoio à atividade parlamentar | R$ 23.437.566 | 18,1% |
| Combustíveis e lubrificantes | R$ 16.697.385 | 12,9% |
| Hospedagem, exceto do parlamentar no Distrito Federal | R$ 3.691.566 | 2,9% |
| Locação ou fretamento de aeronaves | R$ 2.361.702 | 1,8% |
| Telefonia | R$ 1.804.299 | 1,4% |
| Serviço de segurança prestado por empresa especializada | R$ 979.471 | 0,8% |
| Serviço de táxi, pedágio e estacionamento | R$ 793.228 | 0,6% |
| Passagem aérea - reembolso | R$ 535.135 | 0,4% |
| Fornecimento de alimentação do parlamentar | R$ 405.701 | 0,3% |
| Passagem aérea - RPA | R$ 189.334 | 0,1% |
| Locação ou fretamento de embarcações | R$ 116.100 | 0,1% |
| Passagens terrestres, marítimas ou fluviais | R$ 112.765 | 0,1% |
| Serviços postais | R$ 96.755 | 0,1% |
| Assinatura de publicações | R$ 54.060 | 0,0% |
| Participação em curso, palestra ou evento similar | R$ 9.000 | 0,0% |
| Consultorias, pesquisas e trabalhos técnicos | R$ 7.000 | 0,0% |
| Aquisição de tokens e certificados digitais | R$ 2.039 | 0,0% |
| Complementação do auxílio-moradia | -R$ 1.084.447 | -0,8% |
Deputados que mais gastaram em 2026
- Eunício Oliveira (MDB-CE): R$ 484.466
- Albuquerque (REPUBLICANOS-RR): R$ 467.679
- Flávio Nogueira (PT-PI): R$ 464.898
- Carlos Veras (PT-PE): R$ 463.219
- Robinson Faria (PP-RN): R$ 461.399
- Gabriel Mota (UNIÃO-RR): R$ 454.515
- Zé Adriano (PP-AC): R$ 453.246
- Antônio Doido (MDB-PA): R$ 444.519
- Átila Lins (PSD-AM): R$ 434.596
- Antonio Andrade (PSDB-TO): R$ 428.447
- Misael Varella (PSD-MG): R$ 424.510
- Diego Garcia (UNIÃO-PR): R$ 420.502
- Franciane Bayer (REPUBLICANOS-RS): R$ 420.251
- Geraldo Resende (UNIÃO-MS): R$ 415.928
- Bibo Nunes (PL-RS): R$ 414.369
- Fausto Pinato (UNIÃO-SP): R$ 410.809
- Delegado Marcelo Freitas (UNIÃO-MG): R$ 409.496
- Alceu Moreira (MDB-RS): R$ 409.482
- Luiz Carlos Busato (UNIÃO-RS): R$ 408.457
- Padre João (PT-MG): R$ 406.418
Deputados que menos gastaram em 2026
Inclui suplentes que assumiram há pouco tempo, que naturalmente têm valores menores.
- Priscila Costa (PL-CE): R$ 0
- Nivaldo Albuquerque (UNIÃO-AL): R$ 0
- Gilmar Machado (PT-MG): R$ 0
- Amom Mandel (REPUBLICANOS-AM): R$ 0
- Pastor Sargento Isidório (AVANTE-BA): R$ 5.635
- Marcio Alvino (PL-SP): R$ 17.050
- Inácio Arruda (PCdoB-CE): R$ 18.175
- Glauber Braga (PSOL-RJ): R$ 22.080
- Sandro Alex (PSD-PR): R$ 23.661
- André Fufuca (PP-MA): R$ 24.224
Média por deputado, por estado
| Estado | Média em 2026 |
|---|---|
| Rio Grande do Norte | R$ 343.537 |
| Mato Grosso do Sul | R$ 316.632 |
| Roraima | R$ 307.562 |
| Acre | R$ 305.042 |
| Rondônia | R$ 302.044 |
| Rio Grande do Sul | R$ 292.979 |
| Pernambuco | R$ 279.006 |
| Goiás | R$ 277.486 |
| Tocantins | R$ 275.435 |
| Piauí | R$ 273.734 |
| Espírito Santo | R$ 268.403 |
| Bahia | R$ 264.934 |
| Minas Gerais | R$ 263.664 |
| Paraíba | R$ 257.047 |
| Santa Catarina | R$ 255.962 |
| Mato Grosso | R$ 255.131 |
| Amapá | R$ 248.834 |
| Sergipe | R$ 247.073 |
| Paraná | R$ 239.953 |
| São Paulo | R$ 232.459 |
| Pará | R$ 227.655 |
| Amazonas | R$ 226.432 |
| Rio de Janeiro | R$ 222.357 |
| Distrito Federal | R$ 220.385 |
| Ceará | R$ 208.721 |
| Maranhão | R$ 197.352 |
| Alagoas | R$ 178.046 |
Senado: CEAPS em 2026
Principais itens: locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis (R$ 6,0 milhões); consultorias, assessorias e trabalhos técnicos (R$ 5,2 milhões); aluguel e despesas do escritório político (R$ 3,6 milhões); passagens aéreas, aquáticas e terrestres (R$ 3,4 milhões).
- Laércio Oliveira (PP-SE): R$ 463.468
- Beto Faro (PT-PA): R$ 432.368
- Fernando Dueire (PSD-PE): R$ 427.301
- Humberto Costa (PT-PE): R$ 426.879
- Paulo Paim (PT-RS): R$ 407.758
- Nelsinho Trad (PSD-MS): R$ 407.086
- Omar Aziz (PSD-AM): R$ 406.018
- Soraya Thronicke (PSB-MS): R$ 405.429
- Rogério Carvalho (PT-SE): R$ 404.950
- Ana Paula Lobato (PSB-MA): R$ 397.884
- Hamilton Mourão (REPUBLICANOS-RS): R$ 395.723
- Jayme Campos (UNIÃO-MT): R$ 395.467
- Sergio Moro (PL-PR): R$ 394.590
- Alessandro Vieira (MDB-SE): R$ 386.072
- Eduardo Braga (MDB-AM): R$ 381.982
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Quanto custou a cota parlamentar neste ano?
Em 2026, até 06/10/2026, os 513 deputados em exercício pediram R$ 129.383.447 de reembolso pela CEAP, e os 81 senadores, R$ 22.193.951 pela CEAPS. A média por deputado foi de R$ 252,2 mil, mas a mediana ficou em R$ 261,0 mil — sinal de que alguns valores altos puxam a média para cima.
No Senado a diferença entre média e mediana é menor: R$ 274,0 mil contra R$ 294,6 mil. Em 2025, ano fechado, os mesmos deputados somaram R$ 219,5 milhões, o que dá a referência para saber se o ritmo de 2026 está acima ou abaixo. 4 deputados aparecem com zero no ano, quase sempre por mandato recente ou nota ainda não apresentada.
Em que o dinheiro da cota é gasto?
Os três maiores itens da Câmara em 2026 são divulgação da atividade parlamentar (R$ 48,0 milhões, 37,1%), locação ou fretamento de veículos automotores (R$ 31,2 milhões, 24,1%) e manutenção de escritório de apoio à atividade parlamentar (R$ 23,4 milhões, 18,1%). A lista completa da cota inclui passagem aérea, combustível, aluguel e manutenção de escritório no estado, telefonia, consultoria, assinatura de publicações, segurança e divulgação da atividade parlamentar.
Não cabem na cota o salário do parlamentar, o pagamento dos assessores (que vem da verba de gabinete), nem despesa de campanha eleitoral ou de caráter pessoal. O teto mensal muda de estado para estado porque embute o custo de ir e voltar de Brasília: a média mais alta por deputado está em Rio Grande do Norte (R$ 343,5 mil) e a mais baixa, em Alagoas (R$ 178,0 mil).
Dá para dizer que quem gasta mais gasta mal?
Não a partir destes números. A cota é reembolso contra nota apresentada e aprovada pela Casa, dentro de um limite mensal: usar a cota inteira é o comportamento esperado de quem viaja muito ao estado, mantém escritório em cidade grande e tem bancada distante da capital. O ranking desta página serve para localizar casos fora do padrão e abrir a página de cada parlamentar, não para concluir nada sozinho.
Os valores crescem depois da publicação: o parlamentar tem até 90 dias para apresentar a nota, então os meses mais recentes de 2026 ainda vão subir. É por isso que todo total aqui vem com a data da coleta (06/10/2026) e por isso comparar 2026 com 2025 só faz sentido lembrando que um é ano em curso e o outro é ano fechado.
Glossário
CEAP (cota parlamentar da Câmara)
Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar: o valor mensal que cada deputado federal pode usar para reembolsar despesas do mandato, como passagens, combustível, aluguel de escritório no estado e divulgação. O limite muda de estado para estado, porque inclui o custo de viajar até Brasília. Não é salário nem a verba que paga os assessores do gabinete.
Câmara dos Deputados — Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar
CEAPS (cota parlamentar do Senado)
Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar dos Senadores, equivalente à CEAP da Câmara. Reembolsa aluguel de escritório no estado, locomoção, divulgação, consultorias e material de consumo ligados ao mandato, dentro de um teto mensal por senador.
Verba de gabinete
Dotação separada da cota, usada para pagar os salários dos assessores de cada parlamentar. Nenhum valor desta página vem dela: aqui só aparecem os reembolsos da cota.
Bancada
Conjunto de parlamentares de um mesmo partido ou de um mesmo estado. A bancada estadual na Câmara tem no mínimo 8 e no máximo 70 deputados, conforme a população da unidade da federação.
Titular e suplente
Titular é quem foi eleito e tomou posse; suplente é quem assume a vaga em caso de licença, de ida para um cargo no Executivo ou de vacância. O suplente em exercício aparece aqui como parlamentar em atividade, e costuma ter cota e emendas menores por ter passado menos tempo no mandato.
Legislatura
Período de quatro anos de funcionamento da Câmara, contado da posse dos deputados eleitos. A atual é a 57ª, de fevereiro de 2023 a janeiro de 2027; senadores atravessam duas legislaturas, porque o mandato deles dura oito anos.
Fontes: Câmara dos Deputados — Dados Abertos (dadosabertos.camara.leg.br) e Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (camara.leg.br/cotas); Senado Federal — Dados Abertos (legis.senado.leg.br/dadosabertos) e CEAPS (adm.senado.gov.br/adm-dadosabertos). Reembolsos por data do documento; notas podem ser apresentadas até 90 dias depois. Dados coletados em 06/10/2026.